quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Game Review: Phantasy Star

Saudações Caros Amigos, Equipe e Habitantes do Sistema Estelar Algol:

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Nota Importante: Créditos e direitos Autorais e Fonte de Pesquisa para elaboração do Artigo em Blog:

Wikipédia Brasileira: http://pt.wikipedia.org/wiki/Phantasy_Star (Textos)
Curiosidades sobre Phantasy Star: http://www.efkm.com/dezoris/ps.html (Imagens e Curiosidades).
A Gazeta de Algol: http://www.gazetadealgol.cjb.net/ (informações adicionais).

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Introdução e Visão Pessoal: por: Reinaldo Ferreira


Phantasy Star foi o jogo que mais me envolvi pessoalmente e emocionalmente. Nos idos anos de 1992, ainda não era um colecionador, mas queria ter Phantasy Star na minha lista de jogos do Master System, no bairro onde moro, só exisitia uma única locadora com este cart, e era frequentador assíduo da mesma, somente por causa deste jogo, as críticas dos meus outros amigos por causa de jogos de RPG ou por ele fugir dos padrões aventura, ação e plataforma eram constantes e mesmo o dono da locadora, não compreendia o por que eu me dedicava tanto a um único jogo. Quando a locadora fechou( em 1999) e vendeu todo seu acervo de Master System, comprei todos os cartuchos, mas para minha infelicidade, Phantasy Star havia sido roubada, e passei mais dois anos em busca deste cartucho, hoje eu o tenho em minha coleção, e sempre que estou inspirado relembro da minha infãncia e primeiros passos como jogador de RPG.

Conheci muitos RPGs bons e de qualidade com o passar dos anos, mas a minha felicidade era ver os textos de Phantasy Star em nosso idioma. Uma das principais reclamações dos jogadores em relação a este gênero, além da dificuldade dos puzzles e dos elementos de estratégia e tempo gastos na finalização, era justamente o idioma estrangeiro. Phantasy Star tinha uma jogabilidade gostosa e uma dificuldade acima da média, as pistas ( talvez por alguns erros de tradução) tornavam as buscas intrigantes, a mudança de perspectiva de terceira pessoa para primeira, nas cenas de batalha misturado com a complexidade dos calabouços e torres também era um atrativo á parte no jogo, cada personagem trazia em si um carisma e uma habilidade única, enfim, se não fosse talvez pela música um tanto repetitiva e cansativa,Phantasy Star seria perfeito.


Caixa do Cartucho Phantasy Star (frente/verso) lançado pela Tec Toy em 1991 inteiramente em Português.

Box de Phantasy Star lançado no Japão, a mesma imagem do box é usada também no label do cartucho, no qual existem duas versões, uma norma e outra especial totalmente dourada.

Por dentro da História de Phantasy Star:
Fonte:
A Gazeta de Algol: http://www.gazetadealgol.cjb.net/ (informações adicionais).

A ação de Phantasy Star se passa no Sistema Estelar de Algol, composto por três planetas: Palma (muito semelhante ao planeta Terra) Motávia um planeta composto por grandes desertos e planicies arenosas e por fim Dezóris o mais distante planeta e distante da estrela maior que rege calor como se fosse o Sol, um planeta inteiramente coberto por geleiras.


Panorama do Sistema Estelar de Algol.



Tudo começa quando o soberano Lassic adere a uma nova religião, que entre outras coisas, prometia vida eterna á seus seguidores. Lassic já estava ficando velho e a idéia de permanecer no poder por toda a eternidade era tentadora, porém esta religião e a adesão de Lassic, trouxe aos três planetas: Corrupção, Injustiças, Fome além dos Monstros, que assolavam a população.

Lassic o terrível Tirano Galático.
O Imperador Lassic (King Lassiec no Original em Inglês e Reipard La Shiec na versão Japonesa) é o vilão do jogo. Antes um benevolente governante de Algol, Lassic se transforma através de uma força demoníaca a qual ele agora serve. Sob seu comando as taxas aumentaram de valor e monstros cobrem os planetas livremente. A vida tornou-se miserável para os cidadãos de Algol, mas os obedientes "Robotcops" de Lassic matam qualquer um que se oponha a ele.

Em Palma, um jovem chamado Nero, formou um grupo revolucionário contra Lassic, mas foi Massacrado pelo exército do soberano Lassic, antes de morrer, ele entrega a sua causa e missão, a sua irmã mais jovem Alis, que junto com mais três companheiros tentarão derrotar Lassic e sua horda de monstros.


Introdução de Phantasy Star;Na imagem da esquerda, vemos Nero derrotado pelo exército e guardas de Lassic, na imagem central, Nero passa sua missão para Alis, que na imagem final da direita aceita a missão para vingar a morte de seu irmão.

Personagens de Phantasy Star:
Fonte:
Wikipédia Brasileira: http://pt.wikipedia.org/wiki/Phantasy_Star (Textos)


Alis Landale (Alisa Landeel)

O jogador inicia a jornada com Alis, uma garota de 15 anos de idade que presenciou a morte de seu irmão Nero nas mãos dos Robotcops de La Shiec ( ou Lassic). Com suas últimas palavras Nero fala para Alis de um homem chamado Odin que pode ajudá-la em sua busca. Alis parte em busca dos mesmos objetivos de seu irmão (Derrotar Lassic) e vingar a sua morte, iniciando pela busca de Odin. Alis usa espadas como sua escolha de armas, pode equipar armaduras leves e escudos, podendo usar ainda fracas magias ofensivas e de cura.

Myau

Primeiro companheiro de Alis, Myau, é uma inteligente, falante, creatura semelhante a um gato. Alis o encontra em uma loja de animais em Motávia onde o proprietário tenta vender o Musk Cat por uma exorbitante quantia em dinheiro(veja imagem á esquerda de Myau), mas acaba trocando-o pelo valioso pote de Laconia que Alis traz consigo. Myau está em uma missão para salvar seu amigo Odin que foi transformado em pedra pela Medusa. Ele tem o Alsulin para curar Odin, mas não consegue abrir a tampa da garrafa, pois não possui dedos para tanto, então ele pede a ajuda de Alis para salvar Odin. Myau usa garra como armas, pode usar magias de cura mais fortes que as de Alis e pode desarmar armadilhas nas cavernas e labirintos.

Odin (Tylon)

Odin ("Tylon" na versão japonesa do jogo) é o típico homem músculos do grupo. Ele pode usar muitas armas que Alis não pode, mas é incapaz de usar qualquer tipo de magia. Quando é salvo por Alis e Myau ele entra para o grupo. Além de armaduras pesadas, escudos, machados e espadas, Odin pode usar pistolas, que cusam uma certa quantidade de dano fixa e nunca erram, independentemente da velocidade ou do poder defensivo do inimigo. Mesmo assim, Odin possui o "pior" Status entre os personagens, recebendo um dano pesado de magias e sendo relativamente lento. Porém, a sua habilidade de usar pistolas garante que o grupo sempre causará dano aos seus inimigos.



Noah (Lutz)

"Noah" (Originalmente e corretamente chamado de "Lutz" para entendimento e acompanhamento das sagas subsequentes) é o último personagem a entrar para o grupo. Um poderoso Esper, ele é o aprendiz de Tarzimal e tem a habilidade de usar uma grande variedade de feitiços, porém sua arrogância o faz ignorar Alis e seu pedido de ajuda inicialmente, somente mudando de posição após ler uma Carta do Governador onde Alis é apresentada e a situação esplicada, fazendo-o então entrar para o grupo. De um ponto de vista físico, Noah parece ser o exato oposto de Odin: um frágil mago que é fraco no combate físico. Mas com o passar do tempo o Status deste personagem se revela um dos melhores incluindo seus atributos físicos.


O GRANDE VILÃO:

O/A Dark Force (algumas vezes romanizado como "Dark Phallus" é o demônio que mostra ser a origem da corrupção de Lassic. Ele foi invocado por Lassic e acabou possuindo tanto ao corrupto Lassic quanto ao bondoso Governador de Motavia que ajudou Alis em sua busca. Ele é o último "Chefe" que os jogadores irão encontrar no jogo.


Elementos de Phantasy Star:

por: Reinaldo Ferreira

1-Visões do Jogo:

3rd Person TOP DOWN (CIMA PARA BAIXO em terceira pessoa): Uma visão comum na maioria dos RPGs, acima vemos dois exemplos: na exploração de cidades e na exploração de campo aberto.



First Person View (Visão em Primeira Pessoa): Comum em exploração de Dugeons(Primeira foto superior á esquerda) Batalhas (Superior á direita) e conversações, casas e lojas (acima).

Menus do Jogo:
por: Reinaldo Ferreira

Para compreender o funcionamento das ações de Phantasy Star estaremos explicando os principais menus.



Os menus de Phantasy Star são compostos por janelas, cada janela reune um número de informações e opções , que vão sendo abertas conforme as últimas vão sendo selecionadas.Vejamos a nomemclatura de algumas delas:

Menu Normal:

COND =Condição,Status e equipamentos do personagem (acima vemos exemplo de Alis)
MAGC= Mágica ou Magia (Alis, Myau e Noah tem essa opção).
ITEM= Abre inventário de itens e equipamentos.
PROC= Procura ou Busca, vasculha as redondezas em busca de itens escondidos.
SALV= Abre a tela de registro e save do jogo.

Menu de Batalha:



ATAQ= Opção de ataque dos personagens.
MAGC=Mágica ou Magia dos personagens.
ITEM= Alguns Itens podem ser usados isoladamente como uma forma de ataque , cura e fuga.
FALA=alguns monstros inteligentes podem se comunicar verbalmente ou com a ajuda de magia ou item evitando assim as batalhas e coletando informações.
FUGA= Fugir do confronto.

PF (Pontos de Força ou HP): Life dos personagens e do monstro ( ver parte superior á dirita da imagem).
PM (Pontos de Magia ou MP): Mágica ou Magia dos personagens.

Curiosidades sobre Phantasy Star:
fonte:
Curiosidades sobre Phantasy Star: http://www.efkm.com/dezoris/ps.html (Imagens e Curiosidades).


O Master System japonês possuía um chip FM, de modo que alguns cartuchos tocavam músicas mais elaboradas. PS 1 era um desses jogos. Você pode escutar como era a música FM baixando na internet o ROM japonês e usando emuladores que toquem FM, como Meka ou Massage.



Sega em Algol?
Nos dois jogos da série (Phantasy Star para Master System Brasil- Tec Toy e Mega Drive p/ a Sega) em PS 1 você encontra Miki na cidade de Sopia que pergunta se você gosta dos jogos da Tec Toy.

Mais Curiosidades:
Fonte:FONTE:Wikipédia Brasileira: http://pt.wikipedia.org/wiki/Phantasy_Star (Textos)

  • Electronic Gaming Monthly (EGM) classificou Phantasy Star sob o número 26 no seu artigo "The Greatest 200 Videogames of Their Time".
  • Phantasy Star também se destaca por ajudar no início do uso das personagens femininas ocupando cenário de destaque nos jogos, tendo Alis como sendo a princípal personagem deste jogo.
  • Phantasy Star foi traduzido para o Português pela Tec Toy. Isto, juntamente com uma forte campanha comercial, fizeram deste jogo um grande sucesso no Brasil.

Nos Estados Unidos, Phantasy Star era vendido por US$69,00. Isso fazia com que esse fosse o jogo de videogame mais caro da época. Quando o Master System teve uma queda no seu preço com o lançamento do Master System II, o jogo era somente 10 dólares mais barato que o console. O jogo usava 512 KB de ROM, que era dezeseis vezes mais que muitos jogos anteriores do Master System, que se utilizavam de 32 KB. Em adição, cinco jogos podiam ser salvos em uma bateria inserida no chip de RAM. O jogo era relativamente grande no tempo em que foi lançado.

A versão japonesa do jogo tinha a vantagem do som em FM provido pela capacidade do Chip Yamaha YM2413 presente apenas no Sega Mark III (o Master System Japonês), o que não ocorreu com o Hardware americano que dispunha somente das faixas de som PSG, e por alguma razão todas as compilações posteriores não possuem o recurso FM, se bem que a emulação é capaz de suportá-la.


Remake para PS2:
Fonte:
Wikipédia Brasileira: http://pt.wikipedia.org/wiki/Phantasy_Star (Textos)

Em 2003, Phantasy Star foi relançado em uma nova, e melhorada, versão, sendo então lançado para o PS2 no Japão sob o título de (Phantasy Star Generation 1). Esse remake permanece em sua maior parte fiél ao jogo original, continuando renderizado em 2D mas com uma bela melhoria na qualidade visual e das cores. Além disso os personagens agora falam uns conm os outros, mostrando-nos as suas personalidades e temperamentos ao jogador. A segunda e a quarta partes da série receberiam o mesmo tratamento e deveriam ser lançadas no mercado Norte-Americano como uma coleção. Depois que a SEGA iniciou o trabalho para refazer Phantasy Star IV afinal, o lançamento norte-americano da trilogia foi cancelado. Este foi o primeiro jogo a ser lançado sob a "linha"SEGA AGES.

RETRADUÇÃO DOS FÃS:
FONTE:Wikipédia Brasileira: http://pt.wikipedia.org/wiki/Phantasy_Star (Textos)

A tradução do japonês para o inglês de Phantasy Star' é considerada pobre pela maioria dos fãs mais "puritanos", já que muitos detalhes da trama e nomes de personagens foram mudados. Recentemente, vários hacks foram feitos por fãs tentando "desfazer" estes "defeitos" e recuperar tais detalhes. Uma versão a ser considerada é uma retradução completa (do japonês para o inglês) lançada 20 de dezembro de 2006 pelo grupo SMS Power!. O grupo afirma que a sua versão é fiél ao original japonês, incluindo a música em FM-synthetizado. Um "IPS patch", para ser aplicado à ROM japonesa está disponível.

Comentários e Palavras Finais:

Embora muitas vezes seja criticado por elaborar textos enormes e baseados em pesquisas em sites, blogs e demais ferramentas existentes na Internet. Procurei elaborar um trabalho mesclando impressões pessoais e informações a pessoas que já ouviram falar de Phantasy Star mas não conhecem detalhes sobre o jogo e também para aqueles que já jogaram, e querem matar a saudade deste grande clássico.

Phantasy Star, dentre os RPG's lançados para o Master System no Brasil, ganha destaque por nos oferecer o primeiro jogo deste gênero, inteiramente em Português. Posso dizer sem exagero, que pode ter sido o primeiro passo para muitos jogadores em nosso país, gostarem verdadeiramente de RPGS, o gênero é um pouco melindrado , justamente por sua dificuldade não só do jogo em si, mas pelo idioma estrangeiro. A Tec Toy procurou resolver este problema através da tradução, e o resultado não poderia ser melhor.

A trama e o jogo são envolventes, sua dificuldade acima da média instigavam os jogadores a irem mais e mais longe e querer desvendar todos os mistérios deste jogo e derrotar cada inimigo e chefe. Passei várias horas fazendo os mapas e pertubando os operadores da Hot Line da Tec Toy, já que naquela época os recursos atuais da Internet não existiam.

Quando finalizamos Phantasy Star, sentimos uma mistura de alívio e satisfação, por toda nossa luta e dedicação terem valido á pena, e acreditem eram poucos os RPG's que lhe deixavam 100% satisfeitos em sua finalização. é um jogo e uma época que deixou saudades em muitos jogadores.

Violência nos jogos de Ontem:

Saudações Caros Amigos e Equipe:

Esta semana, estava conversando com alguns amigos sobre o tema:"Violência nos Jogos". Como de costume, começamos a nos lembrar de antigos títulos, e um comentário me chamou a atenção, e foi a base para este trabalho."A violência nos jogos antigos esta ultrapassada, e não podemos compara-la ao realismo dos jogos violentos de hoje." Estaria ele certo?



Com a criação da Entertainment Software Rating Board (ESRB)em 1994 por causa do jogo Mortal Kombat, foi estabelecido no mundo dos games um certo limite quanto aos jogos violentos, bom, limite em termos, já que os jogos violentos continuaram saindo á rodo, mas foi criado um estatuto e uma faixa etária para estes jogos, o que de certo modo não adianta em nada em países como o Brasil, já que com a popularização e banalização da pirataria, pode-se muito bem conseguir jogos violentos a preços módicos.

Logo da: Entertainment Software Rating Board (ESRB)
Aqui vemos os 8 tipos de classificações etárias existentes e criadas pela ESRB.

Mas e os jogos de antigamente, antes e após a criação da ESRB? será que depois de tanta água ter passado debaixo da ponte, sua violência explicita banalizou-se? tornou-se ultrapassada chegando ao ponto até de ser engraçada? Será que o grande motivo de tanto mal estar são realmente os gráficos realistas. Vejamos alguns exemplos de jogos violentos do passado até a chegada da era 128 bits, que hoje seriam considerados amenos:





Death Race: polêmico jogo de Arcade ,em quem atropelar pedestres era sinônimo de pontos, foi um dos percurssores de Carmagedon para PS1, que mais tarde sofreria várias críticas da ESRB, e teve que ser mudado.

Halloween(Sexta Feira 13) para o Atari VCS 2600, hoje pode ser considerado bobo e até infantil, mas na época causou polêmica e mal estar por causa desta cena.


Texa's Chainsaw Massacre (Massacre da Serra elétrica):também para o Atari VCS 2600, poderia ser uma versão primitiva do Man Hunt de hoje? já que o objetivo do jogo era perseguir pessoas e matar.

Chiller para Arcade, imagens pertubadoras de pessoas multiladas.

The Immortal, tanto barulho para nada...disseram conter imagewns pertubadoras e cenas de violência e morte, mas o resultado final foi um jogo insoso, mesmo para a época.



Maniac Mansion: O jogo além de trazer cenas de violência e menssagens subiliminares eróticas, trazia uma cena em que era possivel matar um Hamster no microondas

Doom, estilo de jogo em primeira pessoa que mais tarde iria inspirar Duke Nuken, ambos os jogos considerados polêmicos pos estarem realcionados a homicídios.
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Mortal Kombat, o grande responsavel pela criação da ESRB, exibia cenas pertubadoras e aniquilação dos oponentes no final das batalhas.

Brain Dead 13, humor negro e violência escancarados em um estilo cartoon.


Carmaggedon: ( Á pedido do nosso grande amigo Henrique Balboa que nos relembrou deste clássico da violência em quatro rodas). Largamente inspirado em Death Race (ver imagem mais acima sobre o jogo) o contexto deste jogo, segue os padrões dos jogos de corrida comuns, mas vinha com a proposta de atropelar pedestres. Devido a críticas e censuras em alguns países, os personagens humanos foram substituidos por zumbis e robôs.

*NOTA* Empresas e Sotware Houses, como Blizzard, Interplay e I.D Software, são características em terem lançado jogos com temáticas violentas.


Resident Evil, embora tenha ganhado versão reformulada para Game Cube, ninguém jamais se esquece da violência das versões PS1 e Saturn.

Sword of the Berserk: Gut's Rage, marcando a entrada da era 128 bits, foi um dos jogos mais violentos produzidos para o console Sega Dreamcast.

Procuramos mostrar as imagens dentro de uma evolução natural dos gráficos e das tecnologias empregadas em cada jogo, podemos notar que a busca pelo realismo, sempre foi uma prioridade e que a violência nos jogos, só aumentou. Mas quem hoje ainda confere o final da era 128 bits, encontra gráficos e animações em alta definição que deixam estes jogos ultrapassados, e será que esta violência, ficou ultrapassada?

Na minha modesta opnião, um jogo não tem limites de tempo, e a sua proposta e menssagem estão sempre atuais,portanto não importa se estamos vendo sprites, polígonos ou gráficos de alta resolução, nossa capacidade de assimilar as informações é a mesma, com apenas algumas sutis variações.

Um jogo violento, sempre trará a sua proposta ao jogador, é o que ele espera deste jogo e tenta se preparar para ele, mas a sua atitude após ele, depende do indivíduo. Controvérsias sempre existirão quanto a existência destes jogos e seus possiveis efeitos. O interessante é que hoje, as pessoas discutem este assunto de forma banal, mas basta, apenas uma alegação de uma influência dos jogos violentos em comportamentos criminosos, que todo mundo fica alvoroçado e logo discussões interminaveis começam, até tudo ficar novamente em fogo brando. Vejam que Mortal Kombat, o grande gerador de controvérsias em 1994, hoje é encarado como um título comum e saturado, e assim é sempre será, seja nos jogos do passado ou num título atual, toda violência discutida, torna-se banal e ultrapassada.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Vigilante:

A imagem trocada do herói é antiga, mas o jogo também já vai para seus 20 anos.
Melhor trocar a imagem, senão algumas pessoas podem criar uma nova, onde eu tomo a bordoada.



Saudações Caros Amigos, Equipe e Heróis de Plantão:

O jogo Vigilante, já teve seu review na Comunidade GERAÇÃO GAME® E Equipe de Amigos ® lá no Orkut, e seguindo o bom e velho jargão "Vale á pena ver de novo..." estamos refazendo a matéria aqui em nosso blog.

História:

A fórmula de VIGILANTE, assim como a grande maioria dos games Beat 'em Up da época, era a mesma: Uma namorada raptada por algum vilão mal encarado e por seus feiosos asceclas (tá bom, sem caprichar no palavreado! por capangas vagabundos), Um herói solitário que sabe lutar mais que todo mundo, e sai pelas ruas dando chutes e pontapés, fazendo valer os ideais de justiça,honra e trazendo a paz nas ruas (pelo amor de Deus, estou ficando enjoado, não tinha paz nem dentro de casa para jogar...) e no final a desprotegida donzela é salva. e ele dá um beijo na mocinha (cheeeeeega! que coisa mais mela cueca , Meu Deus!).Mas brincadeiras á parte e exageros quanto ao enredo e a trama do jogo, eram elementos comuns a maioria dos jogos, e que mesmo nos dias de hoje ,estando tão batidos e ultrapassados, conquistavam multidões, os fãs de filmes de artes marciais e dos seriados japoneses, que eram uma verdadeira moda e febre na época deliravam e se identificavam rapidamente com o tema.
imagem existente da parte superior do Arcade, eram como se fosse o label do Arcade ou dos cartuchos de videogame. Notem que esta (além do cartaz mais abaixo, foram os motivos que alimentaram o mito de Madonna ter participado deste jogo.



Imagem do Arcade do jogo Vigilante, os modelos que vimos nos fliperamas ou "casas de máquinas" eram bem diferentes...

O som e as músicas do Jogo Vigilante, não eram o ponto forte do jogo, mas não enjoavam .A jogabilidade era uma mescla de Kung Fu Master e o uso de algumas armas (Nunchakus e Dinamite) que complementavam a falta de variações de golpes, embora quando o personagem usava o Nunchaku, mais parecia que ele estava desmunhecando do que habilmente manejando a arma (sim eu sei que estou esculachando, mas era o comentário que ouviamos constantemente quando jogavamos o Arcade) isso sem falar daquele monte de inimigos que se agrupavam atrás do herói e... (melhor deixar para lá).

Dois dos momentos mais "Desagradaveis" para o herói.

Os chefes de fase, assim como os personagens, eram variações criativas de um mesmo personagem,ou seja, pega-se o desenho de um personagem, coloque um barba, aumente os musculos ou cores e tons de pele, e voilá! um novo inimigo e chefe de fase.Mas mesmo com todas as limitações da época,Vigilante era um jogo fenomenal e a Irem e a Data East (DECA) fizeram um bom trabalho.Mesmo nas versões caseiras (a do Master System sendo a mais famosa e divulgada) fez com que muita gente comprasse o console.

vejam um exemplo de como os personagens seguiam uma variação sutil de um mesmo desenho. Manhas de programação de jogos...


Mito: Madonna

Péssimas traduções são um prato cheio para criadores de mitos e boateiros, e já tivemos ao longo da história dos videogames, várias histórias e mitos criados graças as traduções erradas. Em Vigilante, o Mito mais famoso foi a participação da cantora e pop-star Madonna. Vamos conferir abaixo como tudo isso surgiu:

1-Cartaz muito suspeito:

Notem como a Namorada do Héroi se parece ( e muito) com a cantora e pop-star Madonna, até mesmo com o figurino extravagante que a mesma usava na época.

2-Versões com o nome da cantora e pop-star:


AMIGA PC-ENGINE(TURBOGRAFX-16)


AMSTRAD CPC ZX SPECTRUM

3-Mas por que só a versão do Master System foi corrigida?



Notem amigos que todas as versões anteriores para videogames e computadores domésticos (inclusive o própio Arcade lançado pela Irem em parceria com a Data East) usavam o nome Madonna, por que só o Master System usou Maria?

Não podemos afirmar com 100% de certeza, mas tenho uma teoria:

Notem que na versão do Master System, a palavra SKINHEADS das versões anteriores também foi trocada, e como sabemos esta denominação pertence a um grupo anti-semita, embora também seja largamente associada também aos Punks, mas notem que nem esta denominão foi usada. A Sega talvez temesse ter problemas futuros com direitos autorias também, por que não?

Mas talvez, a explicação mais provável, é que a Sega tenha usada Maria, pois Madonna nada mais é que um termo de origem italiana, para denominar Maria, ou a mãe de Jesus.

Agora pelo amor de Deus, e me digam, vendo esta imagem do Arcade... fora o nome que é usado para a namorada do herói do jogo, em que diabos,ela se parece com a Madonna (Cantora e pop-star)?
Se alguém me encontrar uma foto de Madonna com figurino de vestido de laçarote, mandem para mim que eu mudo meu depoimento e de idéia.

Cenário Estranho:

A primeira fase do jogo Vigilante é repleta de elementos estranhos e inusitados, estas imagens e análise são uma contribuição dos nossos amigos da comunidade: Reinaldo&Clycia, durante nosso primeiro review do jogo,na comunidade: GERAÇÃO GAME® E Equipe de Amigos ®:

SORVETES BOMBADOS: Uma campanha estranha da sorveteria ou uma nova linha de sorvetes para academias?
PIPI ROOM: Estão achando estranho? oras! mesmo os personagens de videogame, vão ao banheiro, tirar agua do joelho, seria de se estranhar se algum deles saisse só de cuecas.

Teria Maria, sido sequestrada realmente para provocar o Herói? ou simplismente por que era dona de uma loja? isso, jamais saberemos...

Comentários e Palavras Finais:

Falar de Vigilante, é voltar a um tempo em que , quando estavamos cansados dos nossos videogames dentro de casa, saíamos as ruas atras de mais videogame, isso signficava ir até as chamadas "casas de máquinas" ou fliperamas, encontrar os amigos e gastar fichas e mais fichas naquele mestre invencivel. Naqueles tempos em que a molecada era viciada em filmes de artes marciais e seriados japoneses.

Mas Vigilante, também representava aquela nossa expectativa de ter um "jogo igual o da máquina" dentro da casa da gente, que nem sempre ( ou quase nunca) agradava, pois sempre faltava aquele algo mais nos gráficos, som e claro, aquela jogabilidade competitiva ou o chato do "contra". Mas vigilante, em quase todas as suas versões domésticas fez bonito, e chegou bem próximo desta expectativa. Pelo menos quem teve o Master System ou o Pc Engine, nunca reclamou.Vigilante podia ser melhor que Kung Fu Master ou pior que Double Dragon, mas na minha opnião ele ficava na média.

Pena, que dois anos e meio mais tarde, chegaria Final Fight e Street Fighter II (Ambos da Capcom) e colocaria um fim a estes jogos Beat 'em Up da Irem, a Data East ainda sobreviveu um pouco, mas também foi decaindo com o passar do tempo.Quem viveu de verdade esta época de transição, sente saudades, e jamais se esquece deste e de outros jogos viciantes.